01 jul, 2015

E AGORA, JOSÉ?



Contrariando a pecha de povo passivo, o País do Futebol levantou-se, reivindicando mudanças na condução das políticas públicas, no momento em  que  menos se esperava isso: durante a realização da  Copa  das  Américas,  quando,  na  verdade, se  esperava  que  o  povo  festejasse o  circo  e esquecesse o pão.




As recentes manifestações ocorridas no Brasil surpreenderam o mundo, mas certamente surpreenderam muito mais os próprios brasileiros, principalmente pela falta de lideranças específicas e pela diversidade de reivindicações que se observa nas ruas, onde grupos minoritários uniram-se para formar uma força popular nunca vista no País, sem que houvesse esse objetivo inicial. Simplesmente aconteceu!

   
Contrariando a pecha de povo passivo, o País do Futebol levantou-se, reivindicando mudanças na condução das políticas públicas, no momento em  que  menos se esperava isso: durante a realização da  Copa  das  Américas,  quando,  na  verdade, se  esperava  que  o  povo  festejasse  o  circo  e esquecesse o pão. Ledo engano. Há, sim, uma Copa no meio do caminho, e é no meio dessa Copa que o povo achou um caminho.

 
Esse caminho de luta popular que parecia não fazer mais parte da alma do povo brasileiro reforça-se, sem dúvidas, pela militância dos usuários das redes sociais. E isso tem atordoado os governos do mundo inteiro, afinal, como negociar com um movimento absolutamente plural cujas frentes reivindicatórias multiplicam-se diariamente, se não há lideranças que a conduzam?   
Essa ausência de lideranças que a princípio pareceu positiva, pois dava mais legitimidade à pressão popular, agora pode se configurar um problema, visto que parte dessa massa está desgovernada. O crescente enfrentamento entre supostos militantes, que optam pelo vandalismo para estabelecer suas reivindicações, acabou por acolher bandidos que se aproveitam da aglomeração para praticar crimes contra o patrimônio público e privado, o que é inaceitável em uma democracia.

 
Destaco sobremaneira, os danos causados à atividade do comércio, com prejuízos incalculáveis a empresas e funcionários.  Os números desse prejuízo estão em todas as mídias, e é tremendamente injusto que alguém que lutou para  construir  um  patrimônio  o  veja  destruído  pela  ação  de baderneiros  que  saqueiam  em  proveito  próprio   - não  estando  nem  um  pouco  envolvidos  com  as causas sociais, pois, quem defende justiça, a deseja para todos.

 
Defendo o povo, José, esse que batalha arduamente dentro de sua invisibilidade social e é vítima da má distribuição de renda. Esse que faz o comércio e para o qual o comércio foi feito.

 

Esse que dignifica com o suor do seu rosto o trabalho construtivo.  Esse José que está se dando voz, que é anônimo, mas não é alienado. Esse José carente de tudo e que precisa de políticas sérias, voltadas para o viver digno. 
 

Em contrapartida, vejo nesse “José” que saqueia e destroi o patrimônio alguém que pode acabar por invalidar as reivindicações do José trabalhador, pois coloca a sociedade contra as manifestações. E agora, José, qual de vocês vai prevalecer?

 











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