Nossa História


"A decisão de fundar o então Clube de Diretores Lojistas de Manaus surgiu em reunião realizada na casa do empresário Climilton Braga, que acabaria por assumir a presidência da 1ª diretoria da CDL - Manaus."




Surgimento



A Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus, CDL Manaus, surgiu no momento em que o comércio local começava a dar os primeiros sinais de expansão, em meados da década de 60. Naquela época, Manaus era uma das poucas capitais do país que não dispunha, ainda, de uma entidade que congregasse a classe lojista. Depois da primeira reunião seguiram-se outras, informais, realizadas no salão de café do Líder Hotel, na Associação Comercial do Amazonas e no próprio escritório do senhor Climilton, que funcionava nos altos da Loja CILAR Matriz, na Rua Rui Barbosa 156, Centro, onde hoje funciona a sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus.


Das reuniões informais, o grupo passou efetivamente o trabalho para a fundação do Clube ocorrida em 10 de outubro de 1963, que fora marcada, oficialmente, com a realização de um jantar de confraternização, na Varanda Tropical do Hotel Amazonas, às 20h, no dia 11.10.63. Prestigiaram o evento, na época, autoridades locais, líderes de órgãos da classe patronal e a imprensa.



Primeira Diretoria



A primeira diretoria do então Clube dos Diretores Lojistas de Manaus ficou assim constituída:


Presidente: Climilton Braga, da Manbra Representações e Comércio Ltda.
Vice Presidente: Belmiro Gonçalves Vianez, das Lojas Unidas.
Secretário: Manoel Rodrigues, da Importadora Globo.
Tesoureiro: Mário Lopes, das Lojas S. Monteiro.
Consultor Juridico: Hamilton Trigueiro, sócio de Climilton Braga na Manbra.
Relações Públicas: José de Barros Oliveira, das Lojas Capri.
Diretor-Executivo: Jaques Veloso de Melo, da Loja Brumel.


Após a fundação do Clube, e diante da necessidade de criar o SPC local, o senhor Junot Carlos Frederico foi contratado para a função de Secretário-Executivo.



Criação do SPC



Em seu primeiro ano de atividades, a aceitação do CDL foi pequena, o que levou o presidente Climilton Braga a buscar informações a respeito do funcionamento dos CDLs de outros estados. Nesta oportunidade, foi alertado para o fato de que a maioria dos CDLs só funcionava de forma eficaz quando aliada a um serviço de proteção ao crédito.


Diante da constatação, Climilton decidiu reunir novamente os comerciantes que o ajudaram a fundar o CDLM para levar adiante um novo projeto: a criação do SPC em Manaus.


Para viabilizar o Serviço de Proteção ao Crédito Local, o Clube Lojista contratou, então, o ex-vereador Junot Carlos Frederico. Este viajou ao Rio de Janeiro para estudar em detalhes o funcionamento do SPC carioca. Lá buscou informações sobre o sistema de organizações de fichas, a forma de elaboração de contratos e ainda estudou os estatutos que serviriam de orientação para a elaboração do estatuto do Clube de Diretores Lojistas de Manaus.


Depois destes estudos, em 27 de outubro de 1964, foi criado o Serviço de Proteção ao Crédito do CDLM.


Quem vê a tecnologia à disposição do SPC da CDL Manaus hoje não consegue imaginar a forma primitiva de seu primeiro ano de funcionamento. Naquela época, todo o serviço era executado manualmente e as fichas de consulta fornecidas pelas próprias firmas associadas.



Luta pela Sede Própria



Antes do Serviço de Proteção ao Crédito- SPC- ser fundado, os sócios do então Clube reuniram-se em locais diversos; como, por exemplo, a residência de Antônio Matos Areosa, na Rua José Clemente 564, ou ainda no Edifício Sesc - Senac, à Rua Henrique Martins 241.


A criação do SPC levou à busca de um espaço próprio. Não dispondo de recursos para comprar, o Clube teve que alugar imóveis. Na maior parte dos casos, o imóvel pertencia a diretores da entidade e era locado por sócios, de maneira a reduzir ao máximo o valor cobrado. Quando o preço subia era hora de buscar um outro amigo que pudesse intermediar uma nova locação.


A primeira sede do CDLM funcionou na Rua Marechal Deodoro 22, 2° andar, salas 202 e 204. Essas salas haviam sido conseguidas pelo então presidente Carlos Alberto de Menezes, em um prédio de três andares que pertencia ao despachante Ailton Pinheiro. O Clube permaneceu nesta primeira sede por, pelo menos, três anos. Em seguida - sob a presidência de Antônio Rodrigues - mudou-se para a Av. 7 de Setembro, no edifício "Casa dos Rios", onde ficou por 2 anos.


De lá partiu para o 8° andar do Edifício Lobrás, sala 808, onde passou pouquíssimo tempo: eram comuns as reclamações pela dificuldade de acesso. Da Lobrás, o CLDM mudou-se para a Rua Governador Vitório, esquina com a Frei José dos Inocentes, onde ficou por apenas 6 meses.


O endereço seguinte foi a Associação Comercial do Amazonas - ACA, onde o CDLM funcionou durante apenas um ano, em razão das inúmeras reclamações feitas aos diretores da Associação que se preocuparam com os prejuízos que o grande fluxo de pessoas vinha trazendo ao prédio, principalmente, no que dizia respeito à conservação e limpeza das instalações.



...Enfim, a compra



Após mudar por três vezes o endereço do Clube, em um único mandato, o então presidente Hélio Nobre Malagueta comunicou aos diretores, no dia 2 de fevereiro de 1972 - em Assembleia Geral realizada no restaurante "Solar da Olímpia" -, a intenção de adquirir uma sede própria.



Para solucionar o problema da falta de dinheiro, o Diretor-Tesoureiro da época, o empresário Mário Lopes, sócio da firma S. Monteiro Ltda., propôs o lançamento de títulos patrimoniais entre os sócios do CDLM. Em nova Assembleia, no dia 1° de março, Hélio Nobre apresentou a proposta de compra de um imóvel situado na Avenida Joaquim Nabuco 997, e que já havia sido visitado pelos associados Climilton Braga, Mário Lopes e José Azevedo. O proprietário do imóvel pedia Cr$ 150.000,00 a serem pagos Cr$ 50.000,00 à vista e 20 prestações iguais de Cr$ 10.000,00. A compra foi autorizada e os títulos patrimoniais foram fixados no valor nominal de Cr$ 5.000,00, a serem pagos através de uma entrada no valor de Cr$ 500,00 e 15 prestações de Cr$ 300,00.


A compra do imóvel da Av. Joaquim Nabuco 997, onde hoje funciona a Associação dos Pecuaristas do Amazonas, foi formalizada durante a Assembleia Geral do dia 15 de maio de 1973, na varanda Tropical do Hotel Amazonas, por ocasião da solenidade de posse da nova Diretoria do Clube eleita para o biênio 1973/1975, que tinha como presidente o empresário Manoel Rodrigues e como vice, o empresário Climilton Braga. A Loja Cilar Matriz, de Climilton, localizada à Rua Rui Barbosa 156, se tornou em abril de 1976, a sede definitiva da CDL Manaus.


O prédio foi reformado 10 anos depois, em 1986, recebendo o nome de "Onias Bento da Silva", diretor-executivo da entidade por 3 administrações, falecido em 11 de maio do mesmo ano.



A mudança de Clube para Câmara



A história registra que o primeiro CDL foi criado em 1959, no Rio de Janeiro, com o nome de Clube de Lojistas do Brasil. Em seguida, com a adesão do Rio Grande do Sul, passou a se chamar Clube de Diretores Lojistas, dando origem à sigla CDL. Nesta época, começaram as primeiras convenções nacionais e congressos regionais que trouxeram um sentido de consciência de classe e de identidade ao setor varejista. Foi em uma Convenção Nacional, a 35ª, realizada em Goiânia de 18 a 21 de setembro de 1994, que ficou determinada a mudança do nome de Clube de Diretores Lojistas para Câmara de Dirigentes Lojistas. Além de seguir uma tendência já observada em outros países da América Latina, a nova nomenclatura também deu ao Movimento Lojista Nacional uma conotação mais empresarial. Pois, o antigo nome não retratava com fidelidade o verdadeiro sentido da Nação Lojista, que é de trabalho, ação e dinamismo, e não de um clube de lazer. Então, neste mesmo ano, CNDL passou a significar Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas.


A medida foi imediatamente adotada pela entidade de Manaus, na época presidida pelo empresário Dauro Braga.



Primeiros Associados



Estas foram as primeiras empresas associadas da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus, então Clube dos Diretores Lojistas de Manaus:


Manbra - Dirigida por Climilton de Abreu Braga, primeiro presidente do CDLM, a firma reunia duas lojas: a Cilar e a Cilar Matriz- que por muitos anos funcionou no número 156 da Rua Rui Barbosa, onde hoje encontra-se instalada a sede da CDL Manaus.


S. Monteiro - Fundada em 30 de junho de 1917, a firma teve início com uma espécie de Mercearia na Rua Quintino Bocaiúva. Quando de sua adesão ao Clube, a S. Monteiro Ltda. era representada pelos sócios Mário Lopes e Adelino Pereira da Silva.


Brumel - Funcionando na Rua Henrique Martins, a Loja Brumel foi fundada no dia 16 de dezembro de 1961. Trabalhando com confecções e calçados, foi a primeira do ramo a vender no crediário. Seus representantes eram os proprietários: Jaques Veloso de Melo e Manuel Antônio Mônica Junior.

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Benjamim Alves - Representada por Jaques Alves e Antônio Oliveira, a Benjamim Alves foi também uma das primeiras a filiar-se ao Clube, inicialmente, com a Credi-Alves localizada na Av. Eduardo Ribeiro 549, que fundada em 1929, era especializada em vendas de eletrodomésticos. A partir de 24 de julho de 1969, passou a fazer parte da firma a Loja Credi-Modas voltada para o comércio de confecções e calçados.


Manfrede Representações e Comércio - Localizada na esquina das ruas Joaquim Nabuco e José Paranaguá, foi fundada em junho de 1965 sendo, também, uma das primeiras a acreditar no trabalho desenvolvido pelo então Clube de Diretores Lojistas de Manaus.


Lojas Unidas - Representada pelo empresário Belmiro Gonçalves Vianez, entrou para a história por ter sido uma das primeiras a solicitar seu desligamento do Clube. Fundada em 31 de novembro de 1963, a Lojas Unidas localizava-se na Rua da Instalação 1128.


Moto Importadora - Fundada no dia 17 de abril de 1947, a firma tinha seu escritório central instalado na Rua Guilherme Moreira, onde funcionou uma das maiores lojas de sua rede. Ao encerrar suas atividades na praça de Manaus, a firma transferiu-se para a cidade do Rio de Janeiro. Era representada por José Maria Teixeira da Silva.


Lojas Capri - Representada por José de Barros de Oliveira, foi fundada em 23 de março de 1960. Funciona, ainda hoje, na Av. Eduardo Ribeiro 357.


Benchimol & Cia - A Bemol, representada atualmente na CDL Manaus pelo empresário Jaime Samuel Benchimol, é uma das poucas empresas pioneiras que permanece, ainda hoje, ligada à entidade, sem nunca ter pedido desligamento.




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